Os líderes da Conferência de Bispos Católicos da Austrália viajaram para Roma para discutir “a restauração da confiança” face ao escândalo de abuso sexual envolvendo o cardeal australiano George Pell, um dos principais assessores do papa, foi hoje anunciado.

O anúncio foi feito hoje pelo Vaticano em comunicado, dizendo que os principais líderes da igreja australiana se encontraram com altos funcionários, incluindo o secretário de Estado do Vaticano e o secretário da Congregação para a Doutrina da Fé.

As reuniões extraordinárias em Roma acontecem meses depois de Pell regressar à Austrália para enfrentar acusações no caso de décadas. Pell, responsável pelas finanças do Vaticano nega as acusações.

O cardeal australiano foi formalmente acusado a 29 de junho pela polícia, e no dia seguinte, a partir de Roma, defendeu a sua inocência numa conferência de imprensa.

Considerado o número três do Vaticano, regressou à Austrália no dia 10 de julho.

Pell foi sacerdote na sua cidade natal de Ballarat (1976-1986), no estado australiano de Victoria, e arcebispo de Melbourne entre 1996 e 2001.

Não é a primeira vez que o agora cardeal é acusado de abusos sexuais, já que em 2002, quando era arcebispo de Sydney, um homem disse ter sido abusado sexualmente por ele em 1961, quando tinha 12 anos.

No passado, as investigações ilibaram o sacerdote.

Pell foi nomeado cardeal pelo papa João Paulo II em 2003 e há três anos foi escolhido pelo papa Francisco para a secretaria de Economia da Santa Sé, um posto criado para sumo pontífice para enfrentar os escândalos em torno das finanças do Vaticano.