Pelo menos uma pessoa morreu, esta sexta-feira, na sequência de um incêndio de grandes dimensões que continua a lavrar na região de Valparaíso, no centro do Chile, onde foi decretado estado de emergência.

Cerca de 4.500 pessoas foram retiradas como medida de prevenção, de acordo com as autoridades chilenas que declararam estado de emergência devido à catástrofe nas cidades de Vina del Mar e Valparaíso, as quais estavam já sob alerta vermelho.

Em conferência de imprensa, o vice-ministro do Interior chileno, Mahmoud Aleuy, explicou que poderia ser retiradas até 16.000 pessoas dependendo do avanço das chamas.

O incêndio deflagrou numa zona florestal, com as chamas a alastrarem-se rapidamente devido ao vento e às elevadas temperaturas, destruiu cerca de 500 hectares de terras e ameaçou as localidades vizinhas.

«Algumas casas arderam, mas atualmente não sabemos quantas» acrescentou o vice-ministro chileno.


Valparaiso, localizada no centro do Chile, situa-se a aproximadamente uma centena de quilómetros a noroeste da capital, Santiago.

A autoridade chilena já tinha decretado o alerta vermelho devido ao gigantesco incêndio em La Pólvora, na região de Valparaíso.

O Serviço Nacional de Emergência (Onemi, na sigla em castelhano) atribuiu o alerta vermelho à ameaça que o fogo constituiu para as habitações, torres de alta tensão, infraestruturas críticas e a autoestrada 68, que liga Valparaíso à capital, Santiago.

As autoridades regionais lançaram um alerta para os condutores evitarem aquela via de comunicação, por estar cortada pelas chamas, devido ao forte vento na zona,

«Devem-se seguir caminhos alternativos», afirmou o intendente Ricardo Bravo, em declarações à CNN Chile.


Entretanto, o diretor do Onemi de Valparaíso, Maurício Bustos, disse aos jornalistas que o incêndio, cuja imensa coluna de fogo se pode observar desde muito longe, é «complexo».

Em abril de 2014 ocorreu um incêndio em Valparaíso que, em quatro dias, consumiu mais de 10 mil hectares, causando a morte a 15 pessoas e desalojando 12 mil. O governo está a investir 510 milhões de dólares (486 milhões de euros) na reconstrução da área afetada.