As autoridades de saúde mexicanas estão a investigar a morte de duas crianças e a hospitalização de outras 29, na sequência de reações adversas a uma vacina do plano nacional de vacinação. De acordo com a CNN, seis dos bebés que estão internados no estado de Chiapas, continuam com prognóstico muito reservado.
 
Ainda de acordo com a sucursal mexicana da CNN, os pais das duas crianças que morreram recusaram autorizar as autópsias.
 
As vacinas contra a tuberculose, o rotavírus e a hepatite B foram administradas na sexta-feira a 52 crianças da localidade rural de La Pimienta. Nessa mesma noite, 31 das crianças vacinadas “apresentaram reações adversas, presumivelmente relacionadas com a aplicação dessas vacinas”, admitem as autoridades, sem adiantar o que pensam, ter causado o mal-estar e a morte de duas das crianças.
 
Já foram identificados os lotes de onde eram provenientes as vacinas administradas e as autoridades suspenderam a administração de outras vacinas dos mesmos lotes, até estar concluída a investigação.
 
Outra das linhas de investigação seguida pelas autoridades é a contaminação por bactérias e estão a investigar as agulhas utilizadas nas vacinas, adianta o jornal “El Universal”.
 
Habitantes de La Pimienta adiantaram à CNN que as vacinas foram oferecidas na sexta-feira, quando representantes do Governo anunciaram através de megafones que todos os recém-nascidos seriam vacinados. La Pimienta é uma localidade rural, pobre, com um fraco acesso à saúde. Não há hospitais ou clínicas. A população tem acesso a escassos medicamentos num edifício precário, quando o médico passa na comunidade.