Cinco cientistas russos que trabalham na estação meteorológica na ilha Troynoy, a norte da Sibéria, Rússia, encontram-se encurralados e impedidos de sair há cerca de duas semanas, altura em que vários ursos polares começaram a fixar-se mesmo junto à estação.

Pelo menos dez ursos adultos e algumas crias circulam o local e os cientistas já não têm foguetes de sinalização, usados para afugentar estes animais, comuns naquela zona do Ártico, e que não podem ser abatidos - os ursos polares são uma espécie protegida.

Além dos foguetes de sinalização, os cientistas também têm dois cães permanentemente na estação para proteção, mas um deles foi morto no final de agosto por um dos ursos.

Segundo a agência TASS, o responsável pela rede de monitorização destas estações já confirmou que será enviada ajuda aos cientistas, nomeadamente, mais foguetes e cães, que devem chegar à pequena ilha dentro de um mês, a bordo da expedição Mikhail Somov. Vassiliy Shevchenko explicou que esta não é a primeira vez que algo assim acontece naquela ilha.

Situações como esta já aconteceram antes na ilha de Troynoy, porque há ursos polares e há pessoas que trabalham ali”.

Até lá, todo o trabalho que devia ser realizado fora da estação meteorológica está cancelado e os cientistas foram aconselhados a não sair à rua, isto porque os ursos só devem abandonar a ilha no final de outubro ou no início de novembro, quando as águas próximas da costa congelarem.

O ministério dos Recursos Naturais e do Ambiente já pediu ao serviço de meteorologia federal, Rosgidromet, para supervisionar a situação.