Harvard, uma das mais prestigiadas universidades do planeta, e que formou grande parte dos presidentes dos Estados Unidos, já não conta com uma maioria de caloiros de raça “branca”. Nos 380 anos de história da instituição, é a primeira vez que tal acontece.

Segundo os números oficiais, citados pela BBC Brasil, os novos alunos são: 22,2% norte-americanos, de ascendência asiática; 14,6% afro-americanos; 11,6% hispânicos e latinos, e 2,5% descendentes de índios americanos e de habitantes das ilhas do Pacífico.

O marco histórico foi divulgado dias depois de Harvard se ver envolvida em uma polémica relacionada com questões raciais que envolveu o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e o jornal The New York Times.

Em causa a acusações de que várias universidades estariam a utilizar critérios raciais para escolherem os seus alunos. Concretamente, uma denúncia feita em 2015, por um grupo de norte-americanos de descendência asiática, que acusava Harvard e outras universidades que fazem parte das chamadas "Ivy League" - grupo de oito instituições que estão entre as mais prestigiadas do país e que inclui Columbia, Brown, Princeton, Pensilvânia, Yale e Dartmouth College - de usarem um sistema de cotas que excluía asiáticos, mesmo com bom desempenho nas provas.

Rachel Dane, porta-voz de Harvard, assegurou que a universidade está "comprometida em criar turmas com diversidade".

"Para se tornarem líderes, na nossa sociedade heterogénea, os estudantes precisam ter a capacidade de trabalharem com pessoas de diferentes origens, experiências de vida e perspetivas", afirmou.