Um professor de Psicologia da Universidade de Oviedo, em Espanha, foi suspenso por seis meses na sequência de ameaças, insultos e comportamentos inadequados para com as suas alunas.

O docente queria as alunas maquilhadas e com decotes, chegando inclusive a ameaçar que as violava.

Se voltam a repetir, violo-as!”, terá afirmado, segundo a assembleia de estudantes de Psicologia e Terapia da Fala (AAEPL) daquela universidade.

Uma ameaça grave, que se seguiu a dezenas de afirmações impróprias por parte de um professor que, para a associação estudantil, “utilizou a sua posição de poder para humilhar e denegrir as alunas, convertendo-as em objetos”.

Comentários como “têm de vir aos exames maquilhadas e decotadas e, se for preciso, têm de mostrar as mamas. Só assim têm a nota que quiserem” ou “quando quiserem passem pelo meu gabinete para namorarmos” foram classificados pela Universidade de Oviedo como “uma infração grave e continuada de falta de consideração para com os discentes”.

Mas o professor não se limitava às palavras. Também se aproximava demasiado de algumas alunas, tocava-lhes no pescoço, no braço ou na cintura, agarrava-as ou beijava-as na cabeça.

O processo disciplinar teve lugar no ano letivo anterior, mas os seis meses de suspensão, pena curta no entender das alunas, têm efeitos práticos no ano que agora se inicia.

Para a associação de estudantes, os regulamentos da universidade impunham medidas mais duras para este tipo de comportamentos, além de que não foi algo que aconteceu pela primeira vez e sim algo que se repetia nos últimos anos, com o professor a ser “apenas chamado à atenção”, sem ser alvo de qualquer sanção. Com a agravante de a maioria das suas alunas terem apenas 19 anos.

Só em fevereiro deste ano, “depois de uns comentários muito graves que dirigiu a várias alunas durante a revisão dos exames de janeiro”, é que a associação de estudantes conseguiu que fosse aberta uma investigação.

Foi um processo longo, complexo e muito difícil", assume, ainda, a associação.