A União Europeia (UE) aplicou sanções aos chefes dos serviços de informação e a vários responsáveis do Conselho de Segurança russo pelo seu envolvimento na crise ucraniana, revela o jornal oficial da UE.

Na lista de 15 personalidades e 18 organismos visados pelo congelamento de bens e proibição de viajar para o espaço europeu figuram o chefe do Serviço Federal de Segurança, Nikolai Bortnikov, o chefe dos serviços de segurança, Mikhail Fradkov, e o presidente da Tchetchénia, Ramzan Kadyrov.

Assim, a União Europeia aumenta a lista de sanções à Rússia para 87 pessoas e 20 instituições e empresas.

Os responsáveis do Conselho de Segurança Russo, a que pertencem Bortnikov e Fradkov, são sancionados pelo seu contributo para «a elaboração da política do governo russo de ameaça à integridade territorial, à soberania e à independência da Ucrânia».

Ramzan Kadyrov é sancionado por ter feito «declarações a favor da anexação ilegal da Crimeia e da insurreição armada na Ucrânia».

No início de junho, Ramzan Kadyrov afirmou-se pronto a enviar 74 mil voluntários tchechenos para a Ucrânia se tal lhe fosse pedido.

Entre as instituições sancionadas, contam-se várias empresas com sede na Crimeia, nomeadamente um grupo hoteleiro sedeado em Yalta.

Paralelamente, a União Europeia deverá adotar, na próxima semana, o mesmo tipo de sanções contra pessoas acusadas de «apoiar ativamente a anexação da Crimeia» ou a «destabilização do leste da Ucrânia».

A nova lista, que deverá estar fechada na próxima terça-feira, poderá incluir oligarcas próximos do presidente russo Vladimir Putin, indicaram fontes diplomáticas.

A UE deverá adotar fortes sanções económicas no domínio do acesso aos mercados financeiros, venda de armas, venda de tecnologias ligadas à energia e venda de bens de utilização civil e militar.

A Rússia já respondeu a esta medida. O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo afirmou que as novas sanções põem em risco a cooperação em matéria de segurança entre os dois blocos.

«Para falar claramente, a União Europeia pôs em perigo a cooperação internacional no domínio da segurança», declarou o ministério.

Destacando as situações de conflito no Afeganistão, Médio Oriente e norte de África, a diplomacia russa considerou as sanções «irresponsáveis», acrescentando que o efeito das penalizações será «recebido entusiasticamente pelo terrorismo internacional».