O secretário-geral da NATO deixou esta terça-feira o desejo que os 28 membros, que se vão reunir ao nível ministerial na quarta e quinta-feira, em Bruxelas, concordem com uma maior presença no Leste da Europa.

"Vamos tomar decisões para responder ao desafiante ambiente de segurança que estamos a enfrentar. Vamos continuar a adaptar o nosso poder dissuasor e defensivo para fazer face às ameaças vindas de onde vierem", afirmou o norueguês Jens Stoltenberg, em conferência de imprensa na sede europeia da Aliança Atlântica.

O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, vai estar presente no encontro a 28, no qual Stoltenberg previu que os responsáveis políticos dos países membros deem "mais passos" para reforçar a presença da NATO na "região Leste da Aliança".

"Estamos a estabelecer oito pequenos quartéis-generais (em países do Leste europeu) para apoiar na planificação, exercícios e necessidades de reforços. Será uma presença persistente e rotativa de forças aéreas, terrestres e marítimas, mais treinos e exercícios, mais investimentos em infraestruturas, tais como bases aérea, centros de treino e capacidade de alcance, mais pre-posicionamento de veículos de combate e de mantimentos", descreveu.

Stoltenberg voltou a elogiar a proposta dos Estados Unidos de reforçar "de forma significativa" a sua presença militar na Europa e a decisão do "Pentágono" de empregar cerca de 583 mil milhões de dólares (537 mil milhões de euros) no seu orçamento para 2017 para o combate ao grupo extremista Estado Islâmico e na estratégia norte-americana no "Velho Continente", embora a medida ainda careça de aprovação no Congresso, em Washington.

"É também um importante sinal para os aliados europeus darem esse passo. Depois de muitos anos de cortes substanciais nas despesas de defesa, muitos parceiros estão a aumentar orçamentos de defesa. 2015 foi o primeiro ano em que os cortes praticamente pararam", congratulou-se o secretário-geral da NATO.

Em Portugal, a proposta de Orçamento do Estado para 2016 prevê um aumento de 7,4% face à execução provisória de 2015 e dotações específicas para as Forças Nacionais Destacadas (FND) de mais seis milhões de euros (56 MEuro) e de mais 39 milhões de euros para a Lei de Programação Militar (LPM).