A directora-geral da UNESCO pediu esta segunda-feira, no dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que se faça um minuto de silêncio pelos jornalistas que morreram em trabalho.

A liberdade de informação é o tema deste ano do dia Mundial da Liberdade de Imprensa. «O direito de saber é fundamental para a defesa de outros direitos fundamentais, para promover a transparência, justiça e desenvolvimento», refere Irina Bokova, adiantando que a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão «reforçam a democracia».

Muitos jornalistas, adianta Irina Bokova, exercem a sua profissão num ambiente onde as restrições à informação são a norma, onde lidar com pressão ou intimidação está presente diariamente. «Convido todos a um minuto de silêncio para honrar os jornalistas que pagaram com a vida o nosso direito à informação», apela Irina Bokova na mensagem anual onde também exorta os governos, a sociedade civil e os meios de comunicação social do mundo a juntar esforços com a UNESCO na promoção da liberdade de informação no mundo.

Em Portugal, o Sindicato dos Jornalistas (SJ), chama a atenção para a importância da informação como bem público.

Para o SJ, apesar dos «inúmeros progressos da técnica e de avanços significativos na capacidade de recolher, tratar e distribuir informação, de novas possibilidades técnicas e tecnológicas abertas no campo da comunicação social, os resultados não traduzem uma correspondente melhoria em termos de resposta adequada às reais expectativas e necessidades dos cidadãos e ao seu direito a uma informação realmente diversificada e plural».

Na origem do problema, considera o SJ, está a «concentração da propriedade dos meios comunicação social», a «obsessiva redução de custos e a maximização do lucro» que se traduz no «emagrecimento das redacções, políticas de baixos salários, precarização dos jornalistas e desinvestimento no jornalismo de investigação».