A polícia de Hong Kong acusou, esta sexta-feira, três estudantes de incitarem outros a juntarem-se a grupos e protestos pró-democracia. Os jovens foram presos após uma investigação sobre os dois meses de manifestações que decorreram em Hong Kong, em setembro do ano passado.

Oscar Lai, Agnes Chow e Derek Lam, todos estudantes universitários, foram acusados pelas autoridades e libertados duas horas depois. Joshua Wong, líder do movimento «Scholarism», um grupo de estudantes que pede democracia e sufrágio universal em Hong Kong, continua preso.

No momento em que os estudantes entravam na esquadra, dezenas de manifestantes gritavam: «Eu quero sufrágio universal» e «apoio aos estudantes». Os manifestantes traziam chapéus de chuva amarelos, o símbolo das manifestações pró-democracia que pararam Hong Kong em setembro de 2014.

«Ainda estou otimista e confiante em mais ações, mais ‘movimento do chapéu de chuva’ e continuo a lutar pelo sufrágio universal», declarou Wong à Reuters.


A « revolução do chapéu de chuva» começou a 28 de setembro, quando manifestantes pró-democracia ocuparam as principais vias de Hong Kong para exigir eleições livres em 2017 e condenar a decisão do governo de Pequim de selecionar previamente os candidatos eleitorais. Os protestos duraram dois meses e houve vários episódios de confrontos e violência polícial.