O Presidente da Guiné-Bissau, João Bernardo «Nino» Vieira, morreu vítima de ferimentos provocados por pelo menos três balas e o corpo apresentava golpes de catana, disseram a agência Lusa fontes diplomáticas.

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«O Presidente sofreu pelo menos um tiro no estômago e dois no tórax», afirmou uma das fontes. «Eles foram disparando até darem conta que ele morreu», acrescentou. «Foi baleado até à morte», disse a fonte, sublinhando que Nino Vieira foi ainda «vítima de golpe de catana em várias partes do corpo, incluindo a cabeça».

Uma outra fonte diplomática contactada pela Agência Lusa informou que o corpo do chefe de Estado guineense estava situado numa sala da casa com uma porta de acesso às traseiras. Segundo a mesma fonte, o corpo encontrava-se encostado a uma parede ao lado da porta que dava acesso ao exterior.

Primeira-dama assistiu à morte

As fontes diplomáticas afirmaram que a primeira-dama da Guiné-Bissau Isabel Vieira assistiu à morte do marido e que depois o grupo atacante a deixou sair da sua residência, encontrando-se em lugar desconhecido, mas bem.

As mesmas fontes garantiram que o Presidente foi atacado por um grupo de militares e que a guarda presidencial resistiu ao ataque pelo menos durante uma hora. O grupo que atacou Nino Vieira entrou na residência do chefe de Estado «por volta das 05:30 locais» (mesma hora de Lisboa, disse uma fonte diplomática.

O outro corpo retirado da casa do Presidente Nino Vieira era do adjunto de segurança e informações não confirmadas dão conta da existência de mais vítimas mortais durante o ataque.

Fontes militares afirmaram, por seu lado, que na noite de domingo Nino Vieira esteve reunido com militares para discutir a situação provocada no país com o assassínio do chefe das Forças Armadas, Tagmé Na Waié, horas antes do ataque contra a sua residência.