Uma mulher da Eritreia foi encontra viva hoje entre as mais de uma centena de vítimas mortais do naufrágio de Lampedusa, em Itália.

A mulher, que aparenta estar na faixa etária dos 20 anos, estava no meio dos cadáveres recuperados no mar e foi descoberta por um socorrista, que detetou que a jovem mulher respirava.

Imediatamente transferida para o hospital de Palermo, na ilha da Sicília, a mulher, cujo nome se desconhece, apenas proferiu algumas palavras em inglês.

As autoridades italianas recolheram 94 corpos perto de Lampedusa, na costa italiana da Sicília. De acordo com a última atualização da agência de notícias italiana Ansa, haverá 250 desaparecidos. E admite-se que presumivelmente mortos. Na barca seguiriam entre 450 a 500 pessoas.

O presidente da câmara de de Lampedusa fala num «mar de mortos», com muitos corpos ainda por recolher.

O alerta foi dado por duas embarcações de pesca ao largo da ilha de Lampedusa e o resgate de corpos e sobreviventes foi feito também navios que se encontravam na zona.

O naufrágio poderá ter ocorrido devido a um incêndio a bordo, quando os passageiros queimaram cobertores para assinalarem a sua presença a embarcações que seguiam na zona.

Ao que indica a agência Reuters, que cita fonte o Gabinete dos Refugiados das Nações Unidas, estes refugiados serão oriundos da Eritreia, mas terão embarcado na Líbia. A agência Ansa refere a também a existência de somalis.

Horas antes de dezenas de corpos e sobreviventes terem começado a chegar ao porto de Lampedusa, aportara um barco com 463 pessoas, todas da Síria. Encontram-se agora num centro a abarrotar, local onde são colocados estes imigrantes, antes de serem deportados.

Em junho, o Papa escolheu Lampedusa para a primeira visita pastoral e para colocar o dedo numa ferida, que na altura chamou a globalização da indiferença.

De acordo com dados da ONU, em 2012 cerca de 500 refugiados morreram ao tentarem chegar à Europa. Em dez anos, somam-se mais de 6200 mortos ao largo da Sicília.