O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, realçou hoje, ao telefone, ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a necessidade de um cessar-fogo, em Gaza, imediato e duradouro.

Gaza: ofensiva israelita retomada depois de violação do cessar-fogo

Num comunicado, a Casa Branca refere que Obama «deixou claro que é um imperativo estratégico instituir um cessar-fogo humanitário imediato e sem condições, que acabe com os confrontos e conduza à permanente cessação de hostilidades, com base no acordo de cessar-fogo de novembro de 2012».

Apesar de reconhecer o direito de Israel a defender-se dos ataques do Hamas, o Presidente norte-americano lembrou que deve ser permitido aos palestinianos em Gaza «levarem vidas normais e resolverem as necessidades de desenvolvimento económico a longo prazo».

O apelo emocionado do Papa Francisco sobre as crianças de Gaza

A nota surge depois de o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, ter regressado a Washington após uma semana de contactos no Médio Oriente e em Paris, mas que não alcançaram um cessar-fogo permanente, capaz de terminar com os combates.

Kerry está a trabalhar junto do Governo de Israel e do movimento islamita Hamas no sentido de serem retomadas negociações, no quadro da proposta do Egito, para se pôr fim ao derramamento de sangue em Gaza.

Logo após o regresso de Kerry, e depois de um dia de tréguas humanitárias, Israel anunciou o regresso às operações militares depois de o Hamas ter efetuado disparos de morteiros contra território israelita.

Desde o início da ofensiva militar de Israel contra Gaza, a 08 de julho, morreram mais de mil palestinianos, a maior parte civis, entre os quais cerca de 200 crianças.