França vai «sem dúvida» reforçar a sua presença militar no Mali depois do assassínio de dois jornalistas franceses em Kidal, disse hoje a porta-voz do governo francês, Najat Vallaud Belkacem.

«Restam-nos quase 3.000 militares franceses, vai sem dúvida ser preciso reforçar essa presença para fazer recuar o terrorismo», disse a porta-voz à Echos-TV quando questionada sobre o assassínio dos jornalistas da Radio France Internationale, sábado em Kidal.

«Não é em poucos meses que uma situação tão intrincada, como é a do terrorismo no norte do Mali, pode ser resolvida», acrescentou.

Os dois jornalistas da Radio França Internacional foram vistos pela última vez pelas 13:00 quando foram agredidos com coronhadas e metidos dentro de um jipe bege, conta a RFI. A emissora diz que esta foi a última vez que foram vistos e que desde então não conseguiram estabelecer contacto com os enviados especiais.

Esta era a segunda vez que os jornalistas estavam no Mali, a primeira foi em julho, aquando da primeira volta da eleição presidencial no país.

Os presidentes de França e do Mali afirmaram a determinação mútua de perseguir e vencer «o combate comum contra o terrorismo», na sequência do rapto e morte dos dois jornalistas franceses no país africano.