Os habitantes de Verín, Espanha, e representantes políticos fizeram hoje um «protesto silencioso» de cinco minutos, nos paços do concelho, para condenar a morte de uma mulher portuguesa, estrangulada pelo ex-companheiro.

O presidente da câmara de Verín, Juan Manuel Jiménez Morán, afirmou à agência Lusa que a concentração teve por objetivo condenar, publicamente, o ato de violência de género, manifestar consternação pela morte da mulher portuguesa, pelo ex-companheiro, e expressar solidariedade aos seus familiares e amigos.

Uma mulher de nacionalidade portuguesa morreu na quinta-feira em Verín (Ourense), por causa de maus tratos cometidos pelo ex-companheiro, levando a comunidade local a marcar um protesto.

O autor da violência doméstica, um brasileiro de 62 anos, confessou ter estrangulado a ex-companheira, uma portuguesa de 52 anos, que vivia em Verín, tendo sido detido pelas autoridades no sábado, dia em que se realizou o funeral da vítima, em Espanha.

Considerando que esta morte é «um atentado contra a integridade, dignidade e liberdade» da mulher portuguesa, o autarca apelou à população para lutar contra os «silêncios sociais e individuais que escondem a violência».

Acrescentou que é «fundamental» proteger as vítimas de violência doméstica da «dor e injustiça» a que são submetidas pelos companheiros.

«Na luta contra estes atos devem caminhar unidos, políticos e cidadãos, porque, perante a violência doméstica, a tolerância deve ser sempre zero», disse Juan Manuel Jiménez Morán.

Na Câmara de Verín, recordou, existem serviços gratuitos destinados às mulheres vítimas deste crime.

No próximo dia 27, haverá uma reunião entre várias instituições públicas deste concelho espanhol para analisar os recursos de proteção às vítimas de violência doméstica e melhorar a sua atuação.