Combatentes do Estado Islâmico (EI) continuam a espalhar o terror. Nas últimas horas foram decapitadas sete pessoas acusadas de praticar bruxaria, incluindo três mulheres, na cidade de Mossul, no Iraque, disse hoje um responsável local, citado pela agência EFE.

A fonte, que não se quis identificar, acrescentou que os «jihadistas» se apropriaram dos bens das vítimas e as acusaram de praticar bruxaria e de serem ateus.

As vítimas terão sido presas em julho em dois bairros no norte da cidade de Mossul e foram obrigadas a comparecer perante um tribunal religioso dependente do EI, que as condenou a morrer decapitadas.

Foram executadas na noite passada num lugar público no centro da cidade. O tribunal religioso ordenou também que os seus bens fossem confiscados a favor dos cofres do EI.

O Estado Islâmico assumiu o controlo da cidade de Mossul a 10 de junho e, desde então, tem vindo a conquistar outras regiões no norte do Iraque, tendo declarado a criação de um califado nos territórios da Síria e do Iraque sob o seu domínio.

A imagem cor-de-laranja que correu mundo

Correram mundo as imagens dos dois jornalistas norte-americanos executados. O vídeo da decapitação de Foley foi revelado a 19 de agosto. Pouco mais de duas semanas depois, foi a vez de Sotloff. Ambos ajoelhados, vestidos com uma capa cor-de-laranja.

A seu lado, o mesmo rebelde mascarado, que fez questão de dizer a Obama: «Eu estou de volta».

No derradeiro momento em que pôde expressar-se, o jornalista Sotloff diz que está a «pagar o preço» pela decisão da administração de Barack Obama de atacar os alvos ISIS no Iraque.

O Estado Islâmico é considerado por investigadores como mais de que uma organização terrorista e criminosa, mas sim com uma uma «nação» que está a nascer.