A União Europeia decidiu manter as sanções contra a Rússia devido ao seu envolvimento no conflito na Ucrânia, disseram várias fontes à agência France Presse.

 

«Não existem atualmente razões para alterar as medidas restritivas da UE contra a Rússia», indicou uma fonte europeia, no final de uma reunião dos embaixadores dos 28 Estados membros, precisando que a decisão foi aprovada a semana passada pelos dirigentes europeus numa cimeira em Bruxelas.

 

«Os Estados-membros estão de acordo em que não há desenvolvimentos no terreno ou mudanças na atitude da Rússia que justifiquem que se reconsiderem as sanções», disse uma fonte diplomática, descrevendo como «muito degradadas» as relações entre Bruxelas e Moscovo.

 

Os 28 debateram esta etrça-feira «o impacto das sanções europeias contra a Rússia e a situação no terreno», adiantou a fonte europeia, precisando que a UE «continuará a vigiar a situação» no leste da Ucrânia e «em particular» a aplicação do cessar-fogo acordado no início de setembro.

 

A União Europeia decidiu várias séries de sanções contra empresas e altos responsáveis russos, assim como separatistas.

 

«As sanções funcionam», sublinhou uma fonte diplomática europeia. «Aliás, funcionaram rapidamente se virmos a descida do rublo ou o facto de a Rússia ter tido de recorrer às suas reservas para responder às necessidades de financiamento das empresas afetadas», adiantou.

 

O rublo bateu esta terça-feira um novo recorde de descida face ao euro e ao dólar, consequência da retirada dos investidores estrangeiros.