A dois dias da cimeira da NATO, a Federação Russa avisou esta terça-feira que reagirá à «ameaça» de um reforço anunciado da presença da Aliança Atlântica perto das suas fronteiras.

No terreno, o exército ucraniano sofreu 15 mortos em 24 horas nos combates no sudeste da região de Donetsk, perto das localidades de Komsomolske, Vassylivka e Rozdolné, «onde se veem combatentes rebeldes e tropas regulares do exército russo».

Quando se multiplicam os alertas para a eventualidade de um conflito em grande escala na Europa, o secretário-adjunto do Conselho de Segurança russo anunciou um «ajustamento» até ao final do ano da doutrina militar russa para incorporar o aparecimento de novas «ameaças».

Mikhail Popov mencionou a Primavera Árabe, o conflito na Síria, bem como a situação na Ucrânia, enquanto os ocidentais acusam, desde há uma semana, a Federação Russa de ter colocado tropas no leste ucraniano, ameaçando com mais sanções.

«Todos os factos testemunham a vontade das autoridades dos EUA e da NATO continuarem a sua política de deterioração das relações com a Rússia», adiantou Popov.

Estas afirmações seguem-se aos projetos da Aliança Atlântica de adotar na sua cimeira, de quinta e sexta-feira, no País de Gales, um plano de reatividade, em resposta à atitude russa na crise ucraniana, entendida como uma ameaça direta por alguns dos seus membros, como os Estados bálticos, a Polónia, a Roménia e a Bulgária.