No Leste da Ucrânia, a guerra entre tropas governamentais e forças pró-Rússia continua a fazer pesadas baixas. Só neste sábado morreram sete civis e cinco soldados, diz Kiev.

 

A «última oportunidade para a paz», mais uma, passa por Munique. Na conferência de segurança centrada na questão ucraniana enquanto o Ocidente responsabiliza Moscovo, os russos deitam culpas ao bloco EUA/Europa.

 

«Crise... americanos... União Europeia... passos em direção à escalada (do conflito)», diz o ministro russo dos Negócios Estrangeiros Sergei Lavrov.

 

«Dada a recente história da Rússia, precisamos de julgar pelas suas ações, não pelas suas palavras. Não nos conte, mostre-nos, Presidente Putin», desafiou o vice-Presidente EUA, Joe Biden.

 Quem mostrou provas foi o Presidente ucraniano Petro Poroshenko: passaportes de militares russos encontrados em território ucraniano.

E se a anfitriã da conferência Ângela Merkel se opõe ao armamento do exército ucraniano insistindo na solução diplomática, os Estados Unidos não só voltam a ameaçar Moscovo com o prolongamento das sanções como apoiam o direito à autodefesa de Kiev.