Pelo menos oito civis morreram nas últimas 24 horas na zona sob controlo separatista em Donetsk, na Ucrânia, enquanto o comando militar ucraniano revelou que se registaram 70 baixas nas fileiras rebeldes em combates no este do país.

Além dos mortos, outros 14 civis ficaram feridos em bombardeamentos com armamento pesado contra as principais praças fortes pró-russas de Donetsk e Gorlovka, entre outras, segundo informaram os porta-vozes rebeldes.

Os dois lados acusaram-se mutuamente de ataques com fogo de artilharia durante toda a noite, apesar de estar em marcha um plano de paz para o fim do conflito.

Durante a madrugada, em Donetsk ouviram-se os canhões contra os distritos do norte e sudeste da cidade e os subúrbios.

Kiev informou que, durante os combates contra os insurgentes, 70 rebeldes morreram e 14 tanques, blindados, lançadores de mísseis Grad e peças de artilharia foram destruídos.

Desconhece-se se Kiev e os rebeldes prosseguirão hoje a evacuação da cidade de Debaltsevo, importante nó ferroviário onde vários milhares de tropas governamentais são fustigadas desde a semana passada pelas milícias rebeldes.

O Kremlin informou que este sábado deveriam ter lugar consultas telefónicas entre os líderes de Rússia, Ucrânia, Alemanha e França, para ultimar um documento conjunto que se apresentaria depois aos rebeldes para sua aprovação.

Enquanto se desconhece o conteúdo do plano, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, advertiu no sábado, na Conferência de Segurança de Munique, que o este da Ucrânia não necessita de forças de pacificação nem de uma congelação do conflito, como adiantou a imprensa internacional.

Poroshenko, que voltou a pedir armas ocidentais para se defender da agressão russa, defendeu a celebração de eleições nas zonas controladas pelos separatistas com o fim de pacificar as regiões de Donetsk e Lugansk.

Berlim pediu dois ou três dias para ver se a iniciativa franco-alemã avançará, enquanto o presidente francês, François Holland, advertiu que esta pode ser a última oportunidade para a paz na Ucrânia.

Segundo os peritos, o êxito da proposta franco-alemã dependerá do resultado das conversações que a chanceler alemã, Angela Merkel, manterá na segunda-feira em Washington com o presidente dos EUA, Barack Obama.