A Comissão Europeia deve apresentar dentro de uma semana um novo pacote de sanções contra a Rússia, devido à crise na Ucrânia, uma decisão que, segundo o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, foi tomada por unanimidade.

Ucrânia e Rússia perto de uma «guerra em larga escala»

O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, acrescentou que as notícias da «presença de tropas e de material militar russo em solo ucraniano são extremamente inquietantes».

«Temos a expectativa de poder vir a analisar as propostas da Comissão Europeia quanto a novas possíveis sanções a adotar no espaço de uma semana se os acontecimentos assim vierem a aconselhar», acrescentou.

Passos Coelho sublinhou que «a UE não acredita numa solução militar», mas sim no uso das suas «armas diplomáticas».

No entanto, «temos de mostrar à Rússia que a União Europeia não acredita em soluções militares, mas que também não assobia para o lado».

A União Europeia decidiu, nesta cimeira, que poderá vir a aprovar novas sanções contra a Rússia se aumentar a escalada do conflito na Ucrânia, depois de responsáveis ucranianos terem falado na entrada de tropas russas no leste da Ucrânia.

O Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, disse mesmo no sábado que a crise com a Rússia está perto de um «ponto de não retorno» e de se transformar numa «guerra em larga escala».

Sobre a posição de Portugal neste conflito, Passos Coelho repetiu que, tanto no contexto da União Europeia como em outros fóruns internacionais, que continuará a «prestar apoio determinado à integridade territorial da Ucrânia e às aspirações de paz do seu povo».