Angela Merkel telefonou na quarta-feira a Vladimir Putin a pedir-lhe «responsabilidade» no sentido de exercer uma «influência moderadora» sobre os separatistas pró-russos na Ucrânia,  segundo um comunicado do porta-voz do governo.

O cessar-fogo «deve finalmente ser inteiramente respeitado», lê-se ainda no mesmo comunicado, que é citado pela Lusa, adiantando também que  os dois dirigentes «partilham» a mesma «inquietação» sobre a persistência da violência.

Prova de que o conflito ainda está ativo é que o  novo secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse também ontem, em Bruxelas, que a crise da Ucrânia, a par das ações terroristas do Estado Islâmico, mostram que a Aliança Atlântica continua a ser necessária

Tal é a cisão entre os dois países que, no último fim-de-semana, a  estátua de Vladimir Lenine foi deitada a baixo na cidade de Kharkiv, a segunda maior da Ucrânia.

Embora o cessar-fogo tenha sido anunciado há mais de três semanas, a 5 de setembro, o  primeiro-ministro ucraniano, Arseni Iatseniouk, pediu há uma semana, ao ocidente, para não levantar as sanções contra a Rússia, denunciando mais uma «invasão» no leste ucraniano.