Representantes da Ucrânia e dos separatistas pró-russos iniciaram esta terça-feira uma nova ronda de negociações de paz em Minsk, em preparação para a cimeira entre os líderes da Ucrânia, Rússia, Alemanha e França que se realiza quarta-feira na capital bielorrussa.

A reunião do grupo de contacto para a paz na Ucrânia junta o ex-presidente da Ucrânia Leonid Kuchma, o embaixador russo em Kiev, Mikhail Zurabov, a representante da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), Heidi Tagliavini, e os negociadores das regiões separatistas de Donetsk e Lugansk, Denis Pushilin e Vladislav Deinego, respetivamente.

Mas enquanto decorre o esforço para finalizar um acordo que ponha fim à guerra de 10 meses, que já fez mais de 5 mil mortos, hoje registaram-se combates intensos na Ucrânia, incluindo um ataque com rockets contra o quartel-general militar de Kiev no leste, que matou pelo menos 37 pessoas.

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, declarou que os rockets atingiram pela primeira vez o centro de comando das forças armadas em Kramatorsk, capital administrativa do governo na região, além de áreas residenciais em redor da cidade, matando 15 moradores locais e ferindo pelo menos 63 pessoas, incluindo cinco crianças.

Também hoje, os rebeldes pró-russos tentaram cercar a plataforma ferroviária em Debaltseve e forças ucranianas lançaram uma contraofensiva perto do porto estratégico de Mariupol.

Kiev e o Ocidente acusam Moscovo de fornecer armamento e treinar os separatistas, que estarão usar armas avançadas que só estão disponíveis a partir de arsenais russos, mas a Rússia nega este abastecimento.