O chefe dos serviços de informações da Ucrânia acusou hoje a Rússia de «invasão direta», depois de Moscovo ter mandado avançar para território ucraniano uma controversa coluna humanitária com destino ao bastião separatista pró-russo de Lugansk.

«Dizemos que isto é uma invasão direta. Sob o símbolo cínico da cruz vermelha, estes são veículos militares», disse Valentyn Nalyvayshenko, chefe dos serviços de informações ucranianos SBU, citado pela agência Interfax Ucrânia.

Um outro responsável da segurança ucraniana disse por seu lado que Moscovo é «o único responsável» pela segurança da coluna, que atravessa território controlado pelos separatistas.

Cruz Vermelha não acompanha coluna

Entretanto, o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) anunciou que os seus representantes não estão a acompanhar a coluna humanitária russa em território ucraniano porque não receberam «garantias de segurança suficientes».

«Não fazemos parte da coluna de nenhuma forma», disse a agências internacionais uma porta-voz da Cruz Vermelha, Viktoria Zotikova, depois de a organização ter escrito no Twitter que a «situação de segurança é volátil».

Uma equipa de responsáveis da Cruz Vermelha no terreno informou que, durante a noite, o bastião separatista pró-russo de Lugansk, para onde se dirigem os camiões russos, foi alvo de intensos bombardeamentos.