O soldado norte-americano Bradley Manning fez hoje um pedido de desculpas num tribunal militar por causa das suas revelações no Wikileaks, reconhecendo que «feriu» o seu país.

«Lamento que as minhas ações tenham magoado pessoas e os Estados Unidos», disse ao juiz militar Denise Lind, numa sessão do julgamento em Fort Meade, a nordeste de Washington, citado pela Lusa.

Manning, acusado de espionagem no mês passado pela fuga massiva de informação secreta de relatórios de frentes de guerra e de telegramas diplomáticos, disse estar pronto para enfrentar as consequências das suas ações, admitindo que tinha que «pagar o preço» por elas.

O soldado do exército americano de 25 anos enfrenta até 90 anos de prisão pelos seus crimes que incluem espionagem e fraude informática.

Foi a primeira vez que Manning expressou arrependimento em relação a esta fuga de informação sem precedentes.

O ex-analista de informação tornou-se um herói para os seus apoiantes, que o veem como um revelador dos segredos da política externa e das guerras dos Estados Unidos.

A acusação, no entanto, classificou-o como um traidor que colocou os seus companheiros e o país em perigo.