O partido da oposição venezuelana Primeiro Justiça (PJ) denunciou quarta-feira que dois dos seus dirigentes foram detidos «de maneira violenta» por oficiais do Serviço Bolivariano de Inteligência (polícia política), no estado de Barinas, a sudoeste de Caracas.

«O PJ condena a detenção arbitrária e violenta de Hernando Garzón e da sua mulher Sandra Flores», escreveu o partido na sua conta no Twitter.

Segundo o partido, Hernando Garzón, que é também assessor da presidência do conselho municipal de Barinas, e a mulher, assessora jurídica do município, foram detidos «arbitrária e violentamente» na residência do casal sem que lhes fosse apresentada uma ordem de um tribunal.

«Os efetivos policiais entraram pelo telhado da residência, tiraram o filho de 10 anos, depois tiraram Hernando e a mulher e saíram com uma caixa que eles mesmos tinham colocado com engenhos explosivos e artefactos incendiários. Colocaram provas para relacionar o casal com atos violentos», explicou a direção de PJ.

Fundado no ano de 2000, o PJ é um partido de tendência liberal progressista e de centro humanista, laico e radical, que faz parte da coligação opositora venezuelana Mesa de Unidade Democrática. Um dos líderes do partido é o ex-candidato presidencial Henrique Capriles Radonski.