As autoridades de Saúde do Brasil revelaram que apenas um dos 682 médicos estrangeiros contratados na primeira fase do programa «Mais Médicos» foi reprovado nas avaliações que o Ministério do setor está a realizar.

O médico reprovado obteve menos do que os 30 por cento exigidos como mínimo nas provas e avaliação, é de nacionalidade libanesa e trabalhava na Ucrânia antes de ser pré-selecionado para trabalhar na cidade brasileira de Franco da Rocha, na região metropolitana de São Paulo.

Outros quatro clínicos que trabalhavam em Cuba, três na Venezuela, um na Rússia, um na Bolívia, outro na Argentina e outro em Espanha tiveram uma classificação entre 30 por cento e 50 por cento, pelo que devem passar à fase seguinte do processo que irá, ou não, conceder autorização para que trabalhem no Brasil.

O polémico programa, que provocou reações contrárias pela classe médica, foi lançado como uma das respostas da Presidente Dilma Rousseff à onda de protestos populares que atingiram o país inteiro em junho.

Uma sondagem recente demonstra que 73,9 por cento dos brasileiros apoia a decisão do governo em contratar médicos no exterior para ajudar resolver o problema de falta de condições da saúde pública.

Entre os profissionais de outros países e brasileiros graduados no exterior incluem-se 4 mil cubanos que irão participar em todas as fases da iniciativa.

Dados oficiais indicam que o Brasil tem uma taxa de 1,8 médicos por mil habitantes, uma taxa considerada baixa pela Organização Mundial de Saúde segundo a qual o mesmo índice é de 6,7 médicos em Cuba, de 3,7 no Uruguai e 3,2 na Argentina.