Taiwan instou esta quinta-feira a China a cumprir a sua promessa de sufrágio universal feita a Hong Kong, depois de na terça-feira milhares de residentes do território se terem manifestado para defenderem o direito ao voto direto nas eleições de 2017.

Num comunicado publicado hoje, o Conselho para os Assuntos da China Continental mostra o seu apoio a Hong Kong, tal como já tinha feito anteriormente a oposição, o Partido Democrata Progressista (PDP), assim como dirigentes estudantis que, em março e abril protestaram contra os acordos com a China e ocuparam o Parlamento de Taiwan durante 24 dias.

O conselho taiwanês tomou nota das manifestações populares em Hong Kong que exigiam o sufrágio universal em eleições na região administrativa especial de China e pediu a Pequim que respondesse positivamente ao desejo dos populares tal como prometido em 1997, por ocasião da transição do território para a China.

A presidente do Partido Democrata Progressista (PDP) de Taiwan, Tsai Ing-wen, na oposição, qualificou também a atual política externa da ilha como «desequilibrada» por dar demasiada importância à China, e apelou à diminuição do ritmo de aproximação a Pequim.

Tsai, considerada favorita para as eleições presidenciais de 2016 em todas as sondagens até à data, disse que é imperativo «manter o equilíbrio entre as relações de Taiwan com a China e o respeito do mundo», segundo um comunicado do PDP divulgado hoje.

A presidente do principal partido da oposição de Taiwan, que governou a ilha entre 2000 e 2008, esclareceu que o seu partido não se opõe ao livre comércio, que é «um desafio que a ilha deve enfrentar, mas que este deve ser feito de modo a beneficiar a economia e a ser aceitável para o público».