Notícia atualizada às 18:54

A mulher sudanesa condenada à morte por ter renunciado ao islamismo, a religião do pai, e ter admitido ser cristã, a religião da mãe e na qual sempre seguiu os ensinamentos, parece estar agora a salvo, em solo italiano.

«Missão cumprida», escreveu no Facebook o vice-ministro italiano dos Negócios Estrangeiros que acompanhou a mulher e a filha, agora com pouco mais de dois meses, e que nasceu na cadeia quando a mãe estava condenada à morte e com as pernas acorrentadas.





A pressão internacional acabou por livrá-la da morte, mas não da prisão. Libertada, foi detida pouco depois no aeroporto quando se tentava reunir com o marido, também sudanês, mas com nacionalidade americana. Meriam Yahia Ibrahim Ishag foi novamente presa e acusada de tentar sair do país com documentos falsos. No entanto, da prisão foi levada para a embaixada norte-americana na capital do Sudão e por lá viveu o último mês.

Agora em Roma, Meriam e o marido podem novamente ser uma família. A mulher foi recebida pelo Papa, no Vaticano, e Francisco disse estar grato e muito alegre por conhecer a sudanesa.

A BBC sabe que as autoridades sudanesas estavam a par da operação de retirada da mulher do país e que não o impediram, embora a família do pai tenha interposto um processo para anular o casamento, com o argumento de que a filha tem que ser sempre da mesma religião do que o pai.



Depois de Roma, Meriam irá com a família para os Estados Unidos, onde irá residir.