O alemão Martin Schulz foi eleito presidente do grupo dos Socialistas Europeus no Parlamento Europeu, cargo que já ocupou antes de presidir à assembleia na segunda metade da anterior legislatura.

Schulz, que foi o candidato apresentado pelos socialistas europeus ao cargo de presidente da Comissão Europeia, na campanha para as eleições europeias de maio passado, era o único candidato à presidência do grupo dos Socialistas europeus ¿ que inclui a delegação do PS -, tendo sido hoje eleito com 162 dos 170 votos expressos.

De acordo com os Socialistas Europeus, esta eleição de Schulz, que sucede a Hannes Swoboda, «reforça a posição do grupo nas negociações para a designação e eleição do futuro presidente da Comissão Europeia».

Martin Schulz, no entanto, viu serem bastante reduzidas as suas possibilidades de suceder a José Manuel Durão Barroso na presidência do executivo comunitário, já que o Partido Popular Europeu (PPE), que integra PSD e CDS-PP, e que apresentou como candidato à Comissão o luxemburguês Jean-Claude Juncker, voltou a ser a família política mais votada nas eleições europeias deste ano, conquistando 221 assentos na assembleia, contra 191 dos Socialistas.

O próprio Martin Schulz reiterou hoje, por ocasião da sua eleição, que deve ser dado um mandato a Juncker para procurar uma maioria no Parlamento Europeu com vista à sua eleição como presidente da Comissão, embora advertindo que os Socialistas só o apoiarão se o seu programa prever uma mudança de rumo das políticas, com o fim da austeridade.

As negociações com vista à designação do sucessor de Durão Barroso prosseguem a vários níveis, com o presidente do Conselho, Herman Van Rompuy, a realizar consultas com os chefes de Estado e de Governo dos 28, que se reunirão em Bruxelas a 27 de junho para discutir o assunto.