O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, considerou «ridículo e inaceitável» o tratamento dado ao Presidente da Bolívia, Evo Morales, retido em Viena por 13 horas por suspeitas de transportar Edward Snowden no avião presidencial.

Schulz, que interveio em Madrid numa conferência económica, afirmou que se devia saber «quem deu as ordens» de não autorizar o sobrevoo ou aterragem do avião e que os países europeus não podem «deixar de respeitar as regras do Direito internacional».

Na terça-feira, Portugal, França, Espanha e Itália recusaram o sobrevoo ou aterragem nos seus territórios do avião presidencial boliviano, que regressava de Moscovo a La Paz, devido a suspeitas de que o ex-consultor da CIA Edward Snowden, acusado de espionagem pelos Estados Unidos, estaria a bordo.