As autoridades russas vão manter ativistas da Greenpeace sob custódia nos próximos dois meses.

O ativista Dolgov Roman e o fotojornalista Denis Sinyakov foram ouvidos no tribunal da cidade portuária de Murmansk, na Rússia, na última quinta-feira.



A investigação concluiu que o protesto dos ativistas, constituiu uma violação da soberania russa, após tentarem escalar a plataforma de petróleo da Gazprom, no dia 18 de Setembro.



No tribunal, Dolgov qualificou as acusações de infundadas e o uso de armas totalmente absurdo. «A Greenpeace é uma organização pacífica, ninguém poderia clasificá-la de extremista, terrorista ou criminosa», salienta o ativista. Os militares russos armados tomaram o navio quebra-gelo «Arctic Sunrise» e prenderam os 30 ativistas a bordo. O barco foi de seguida rebocado para o porto de Murmansk.

Os investigadores pediram ao tribunal prisão preventiva para os 30 ativistas. Os representantes consulares foram autorizados a visitar os seus compatriotas.