As autoridades russas ordenaram, este domingo, a detenção, até 24 de novembro, dos oito ativistas da Greenpeace que faltavam depor. Entre eles, está a bióloga brasileira Ana Paula Maciel, de 31 anos.

O tribunal de Murmansk já tinha ordenado, na quinta-feira, a prisão por dois meses aos restantes integrantes da tripulação do navio da Greenpeace.

O «Artic Sunrise» foi intercetado no Ártico pelas autoridades russas e rebocado para a cidade de Murmansk. Os ativistas negam ter cometido qualquer ato de pirataria e alegam a intercepção ilegal do navio em águas internacionais. A comissão de investigação russa justificou a prisão dos ativistas considerando que poderiam fugir caso fossem libertados.

Na Rússia, o crime de pirataria pode ser punido com até 15 anos de prisão. O presidente russo Vladimir Putin admitiu, na quarta-feira, que os 30 ativistas não eram piratas, mas que «violaram as normas da lei internacional».

De acordo com o site oficial, a Greenpeace Brasil reafirmou que irá recorrer da decisão.

Este caso não foi a primeira detenção da ativista brasileira Ana Paula Maciel. Tripulante das embarcações da Greenpeace desde 2006, a bióloga já tinha sido detida na segunda viagem que fez com a organização ambientalista, durante um protesto contra a caça às baleias nas Caraíbas.