A empresa de roupas Primark está a investigar as denúncias de alegadas condições degradantes a que os trabalhadores da produção de vestuário estariam a ser submetidos.

O processo de investigação começou após três clientes da marca terem encontrado pedidos de socorro nas peças de roupa. Duas mensagens estavam nas etiquetas de vestidos, e um terceiro foi deixado no bolso de umas calças. As peças de roupa foram compradas em Swansea, no País de Gales, e em Belfast, na Irlanda do Norte.

Um dos pedidos de socorro encontrados na etiqueta denuncia as «condições desumanas degradantes» a que os trabalhadores são forçados.

«Trabalhamos 15 horas todos os dias e comemos alimentos que nem servem como alimentos para porcos e cães. Somos forçados a trabalhar como bois», lê-se num dos apelos, o mais preocupante.

Uma rapariga que encontrou um dos pedidos de ajuda nas calças, entregou-o à Amnistia Internacional, que posteriormente partilhou um apelo no Twitter.





«Apesar da crescente desconfiança em relação à origem dos rótulos e a demora um tempo considerável desde as roupas foram compradas, a Primark conhece as suas responsabilidades para com os trabalhadores na sua cadeia de suprimentos e já iniciou investigações detalhadas»,explicou em comunicado um porta-voz da empresa irlandesa.

A Primark também está a investigar os dois outros casos que foram descobertos anteriormente nos dois vestidos.