Pelo menos 68 pessoas morreram no assalto a tiro ao centro comercial de Nairobi, entre as quais o sobrinho e a noiva do presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta. O número de mortos subiu nas últimas horas, mas as autoridades temem que alguns dos 175 feridos não resistam aos ferimentos provocados pelo ataque terrorista.

O assalto ao shopping dura desde sábado, mas muitos dos reféns foram já libertados e as autoridades têm já grande parte do edifício controlado, segundo relatam as agências de notícias no local. É provável que o cerco ao centro comercial Westagte termine nas próximas horas.

Este domingo foi divulgado um vídeo de telemóvel feito por um dos reféns que mostra o pânico dentro do supermercado nos momentos em que as rajadas de tiros são ouvidas.

«Eu próprio perdi membros da minha família no ataque», afirmou o presidente num discurso dirigido à nação, prometendo punir os responsáveis pelo ataque. «Os criminosos estão localizados num lugar dentro do edifício. Com os profissionais no local, garanto aos quenianos que temos boas condições para neutralizar com sucesso os terroristas», disse.

O ataque foi assumido pela milícia radical islâmica somali Al-Shabab, que afirma ter morto «mais de cem» pessoas em resposta à presença de militares do Quénia na missão da ONU na Somália.