O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, manifestou, esta quarta-feira, disponibilidade para se encontrar com o líder da oposição, Afonso Dhlakama.

«Apesar da situação de Sadjundjira, estou pronto para receber o senhor Afonso Dhlakama para dialogar. As nossas delegações políticas e militares continuam prontas para acertos do nosso encontro», disse Armando Guebuza, num comício no bairro da Soalpo, bastião da Renamo, em resposta aos apelos dos populares para um diálogo franco «Guebuza-Dhlakama».

O Governo e a Renamo têm mantido negociações inconclusivas, cujas últimas duas rondas foram boicotadas pela Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), que exige a presença de observadores nacionais e internacionais.

Uma manifestação de disponibilidade que surge no mesmo dia em que o primeiro-ministro de Moçambique acusou a Renamo de tentar chegar ao poder «pela via da força».

Alberto Vaquina, que falava à imprensa no final da visita oficial de quatro dias a Luanda, salientou que «há uns meses» que a Renamo, o principal partido da oposição de Moçambique, face ao aproximar da data de eleições autárquicas, «tem estado a fazer provocações, nomeadamente ataques a civis, de que há a lamentar muitas vítimas».

Guebuza diz que não pediu apoio militar ao Zimbabué

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, disse ainda que dispensou o apoio militar externo do Zimbabué para resolver a atual crise político-militar, com maior incidência no centro do país.

«Nós não pedimos nada até agora. A solidariedade deles (Zimbabué) para nós é importante, mas não temos nenhuma solicitação para fora em termos militares», precisou Armando Guebuza, em conferência de imprensa em Chimoio, Manica, centro de Moçambique, que marcou o fim da edição 2013 das «presidências abertas».

O Governo de Harare, que depende do porto da Beira, no oceano Índico, no centro de Moçambique, manifestou disponibilidade de envio do exército para «repelir» os ataques dos homens armados, atribuídos à Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).