Notícia atualizada às 12:28

O britânico Peter Higgs e o belga François Englert foram, esta terça-feira, distinguidos com o Prémio Nobel da Física, por terem teorizado a existência do Bosão de Higgs (também conhecido como partícula de Deus), mesmo antes de os cientistas terem comprovado a sua existência. Os dois físicos contribuíram assim para a explicação da origem do Universo. A comprovação da existência do Bosão de Higgs só aconteceu no ano passado pelos cientistas da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN, da designação em Francês), em Genebra , na Suíça.

Os dois cientistas já eram considerados favoritos para partilhar o prémio de mais de um milhão de dólares, depois de a sua teoria ter sido comprovada.

Os físicos Peter Higgs e François Englert já tinham este ano sido galardoados com o Prémio Príncipe Astúrias de Investigação, também em reconhecimento da sua formulação da existência do bosão de Higgs.

Englert, com o físico belga Robert Brout (já falecido), por um lado e Higgs, por outro, propuseram em 1964, ao mesmo tempo e de forma independente, a existência do que ficou conhecido como o bosão de Higgs ou a dita «partícula de Deus».

O bosão de Higgs combina duas forças da natureza e mostra que são, de facto, aspetos diferentes de uma mesma força maior, sendo que esta partícula é a responsável pela existência de massa nas partículas elementares. É conhecido como a «partícula de Deus» porque confere ordem e massa ao universo.

O Nobel da Física foi o segundo galardão a ser atribuído este ano, depois do da Medicina, na segunda-feira.