Pelo menos oito pessoas, incluindo um menor e um militar, morreram esta segunda-feira em dois ataques com projéteis de morteiro em Al Arish, no norte da península egípcia do Sinai, disseram fontes de segurança.

Um dos projéteis atingiu uma casa, perto de um supermercado, causando a morte de sete civis, incluindo um menor, e feriu outras 25 pessoas.

Um militar perdeu a vida e dois polícias ficaram feridos noutro ataque contra um acampamento no bairro de Al Salam, também em Al Arish.

Desde a queda do Presidente Hosni Mubarak, em 2011, a península do Sinai converteu-se num foco de instabilidade e tem sido cenário de ataques contra polícias e gasodutos, atos de contrabando e sequestros.

Os atentados contra membros da polícia e do exército aumentaram desde a destituição militar, a 3 de julho de 2013, do então Presidente Mohamed Morsi.

Muitos dos ataques no Sinai foram reivindicados pelo grupo radical islamita Ansar Beit al Maqdis (seguidores da Casa de Jerusalém), que atuou noutras partes de Egipto.

As autoridades egípcias realizam há dois meses campanhas de segurança no Sinai contra os feudos dos extremistas.