O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou esta terça-feira o envio de mais quase 6.000 capacetes azuis para reforçar a missão da ONU no Sudão do Sul e proteger de forma mais eficaz os civis.

A resolução foi aprovada por unanimidade entre os 15 membros do Conselho de Segurança e permite aumentar o contingente militar de 7.000 para 12.500.

A decisão permitirá ainda aumentar o contingente policial dos atuais 900 para 1.323.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu aos membros do Conselho de Segurança o aumento dos capacetes azuis no terreno para conter a escalada violência que tem ocorrido no mais novo país do mundo.

As forças armadas norte-americanas instalaram na terça-feira no Uganda uma equipa de fuzileiros para preparar possíveis novas retiradas de cidadãos nacionais do Sudão do Sul devido ao conflito armado, segundo um responsável do Pentágono.

Um pequeno contingente de fuzileiros e um avião C-130 foram destacados do Djibuti para Entebbe no Uganda, indicou o porta-voz do Pentágono, coronel Steven Warren, citado pela AFP.

«Isto vai dar ao comandante opções adicionais e a possibilidade de responder mais rapidamente em caso de necessidade se for preciso ajudar a proteger o pessoal e as instalações norte-americanas» no Sudão do Sul, acrescentou numa mensagem de correio eletrónico, precisando que o destacamento foi realizado com a cooperação das autoridades ugandesas.

Na segunda-feira, o Pentágono anunciou o destacamento de uma unidade especial de 150 fuzileiros para o Djibouti, onde se encontra uma base militar norte-americana, assim como aviões e helicópteros.

O exército norte-americano enviou 47 soldados para Juba, a capital do Sudão do Sul, para reforçar a segurança na Embaixada dos Estados Unidos.

Na terça-feira, o secretário de Estado dos EUA John Kerry pediu ao Presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e ao seu ex-vice-presidente Riek Machar para pararem de lutar e negociarem.