O Presidente norte-americano descartou, por agora, bombardear as posições dos extremistas iraquianos, revela o diário Wall Street Journal que destaca que Barack Obama pretende conseguir apoio político na região e dar informações ao exército iraquiano.

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Por agora, segundo o jornal, o Presidente norte-americano quer apostar na entrega de informações, lidar com as divisões políticas do país e procurar apoios nos aliados regionais.

«O Presidente está centrado numa estratégia integrada e não apenas numa resposta militar rápida», acrescenta o jornal citado, sob anonimato, um alto quadro da administração.

Esta terça-feira, o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, afastou de funções altos responsáveis das forças de segurança iraquianas, na sequência da insurreição sunita, liderada pelo grupo jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que abala o país.

Um dos oficiais afastados foi o tenente-general Mahdi al-Gharawi, o comandante responsável pelas forças de segurança na província de Ninive (norte do Iraque), a primeira que caiu nas mãos dos jihadistas, segundo um comunicado oficial, que foi lido pelo próprio primeiro-ministro iraquiano na televisão estatal.

Outro alto responsável militar irá enfrentar um tribunal marcial por deserção, acrescentou Nuri al-Maliki.

Entretanto, o Governo indiano revelou esta quarta-feira não conseguir contactar com 40 nacionais que trabalham no setor da construção na cidade iraquiana de Mossul, tomada recentemente por jihadistas.

«Não conseguimos contactar com os trabalhadores de Mossul. E não dispomos de informação sobre a situação. Prefiro não especular», afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Syed Akbaruddin, citado pela agência Efe.

Medias locais, como o The Times of India, informaram que os operários tinham sido sequestrados por jihadistas do grupo Estado Islâmico do Iraque e Levante (ISIL na sigla em inglês), que tomou o controlo de Mossul, segunda cidade do país, na semana passada.