Yehya, um estudante de 18 anos que fugiu de Homs, tornou-se o refugiado um milhão da Síria no Líbano. O número simbólico foi assinalado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que fala numa marca «devastadora».

Os refugiados acrescentam também pressão a um país «no limite». O Líbano tem quatro milhões de habitantes, pelo que as pessoas que fogem da guerra na Síria representam um acréscimo de um quarto de população. Metade são crianças, a maioria vive na pobreza e precisa de apoio para sobreviver.

«O Líbano tem a maior concentração de refugiados da história recente. Não podemos deixar que sustente este fardo sozinho. O Líbano sofreu choques económicos sérios devido ao conflito na Síria», diz em comunicado o português António Guterres, líder do ACNUR.

Em três anos de conflito, que não parece próximo de um fim, muitos sírios refugiaram-se já em países como a Turquia, Iraque, Jordão e Egito. São ao todo 2,6 milhões e tornar-se-ão em breve, nota a Reuters, a maior população de refugiados do mundo, ultrapassando os afegãos.