Alguns dos países europeus e do médio oriente com voos diretos para os EUA devem, em breve, aumentar a segurança nos aeroportos. O reforço das medidas de segurança foi solicitado pelos Estados Unidos que receberam, dos serviços de espionagem norte-americanos, informações que revelaram a possibilidade de grupos extremistas no médio oriente estarem a preparar uma nova geração de explosivos não metálicos que podem ser transportados, sem serem detetados, em voos comerciais.

INFOGRAFIAS: o califado do terror é o país sonhado por Bin Laden?



Fontes norte-americanas oficiais informaram a Reuters, de que a segurança nos aeroportos europeus deverá ser aumentada. O principal receio vem da informação de que os operacionais da al-Qaeda, na Síria e no Iémen, juntaram forças para desenvolver novas bombas não detetáveis com o objetivo de repetir os atentados de 11 de setembro.

Segundo a Reuters, os EUA não especificaram que aeroportos ou países deveram ser afetados nem o que despoletou especificamente as precauções extras. As autoridades britânicas já confirmaram que o Reino Unido será um dos países afetados, mas segundo o Guardian recusaram mais comentários, assim como o esclarecimento de que medidas adicionais podem ser aplicadas. Entre as possibilidades, estão o aumento da vigilância no calçado, computadores e telemóveis.

Apesar das novas medidas, as autoridades britânicas acreditam que os inconvenientes para os passageiros não irão sofrer alterações significativas e explicou que o nível de ameaça deverá manter-se, uma vez que já se encontra em «substancial», ou seja, de que um ataque é uma forte possibilidade.

«O Governo do Reino Unido mantém a segurança da aviação em constante avaliação em conjunto com os parceiros internacionais da indústria da aviação. Nós tomamos a decisão de aumentar algumas das medidas de segurança. Por razões óbvias, não vamos comentar em detalhe as mudanças», adiantaram.



Já o Departamento de Segurança Nacional dos EUA afirmou que «o aumento de algumas das medidas de segurança» seriam implementadas nos próximos dias em «alguns aeroportos internacionais com voos diretos para os EUA».

Os serviços secretos não especificaram se existes informação sobre um ataque iminente ou se suspeitam de uma conspiração específica.