Os ministros dos Negócios Estrangeiros do Grupo do Mediterrâneo da UE apelaram esta quarta-feira a um esforço conjunto de todas as partes envolvidas no conflito da Ucrânia para «acalmar a tensão» no país, que é «muito grave».

A situação da Ucrânia foi um dos temas debatidos durante a reunião informal dos sete chefes da diplomacia do denominado Grupo Mediterrâneo da UE, que decorreu esta quarta-feira na Casa do Mediterrâneo, na cidade espanhola de Alicante.

«Há uma grande preocupação pelos desenvolvimentos que estão a decorrer e sobre as últimas notícias sobre as ações no leste do país são efetivamente preocupantes», disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, questionado pela Lusa sobre o assunto.

«Mas temos esperança que o diálogo possa permanecer e que a reunião amanhã (quinta-feira) em Genebra permita chegar a algumas conclusões», sublinhou, insistindo que a postura da UE é «uma posição tomada por unanimidade» e onde «não existem fissuras».

Também o ministro francês, Laurent Fabius, se referiu ao tema apelando a que todas as partes aproveitem o encontro de Genebra para «ajudar a promover a estabilidade».

«A situação na Ucrânia é grave, mesmo muito grave, e todos queremos colaborar e desenvolver esforços para permitir acalmar a tensão», disse.

O encontro informal de Alicante reuniu sete países do denominado Grupo Mediterrâneo, iniciativa de Espanha e do Chipre apresentada em dezembro de 2013 à margem do Conselho de Assuntos Exteriores (CAE) da UE.

A política europeia de vizinhança foi o tema alargado da reunião que analisou ainda a problemática da imigração no mediterrâneo, problema que afeta particularmente Espanha e Itália.

Além de Machete e Fabius o encontro de hoje contou com a presença dos chefes da diplomacia cipriota (Ioannis Kasoulides), grega (Evangelos Venizelos), italiana (Federica Mogherini), maltesa (George Vella) e espanhola (José Manuel García-Margallo).