Uma equipa de médicos suecos realizaram em Gotemburgo, uma operação pioneira: transplantar o útero de mães para as filhas que, ou nasceram sem órgão reprodutor ou foram obrigadas à remoção. Os transplantes foram realizados com sucesso e entre as dadoras estão também outras familiares das mulheres que não conseguem engravidar, revelou a AP.

As nove mulheres já regressaram à casa. O próximo passo será o transplante de embrião e verificar se conseguem manter uma gravidez.

As mulheres têm cerca de 30 anos e umas terão perdido o útero devido a um cancro do colo do útero e outras já terão nascido sem este órgão.

Anteriormente, já tinha havido dois casos de tentativas de transplante de útero, um caso na Turquia e outro na Arábia Saudita, mas ambos falharam por não permitir as pacientes avançarem com uma gravidez saudável.

«Este é um tipo de cirurgia inovador. Neste momento, não existe nenhuma bibliografia a que possamos recorrer para concluir com sucesso todas as etapas deste procedimento», contou o doutor Mats Brännström.

Mas o facto da equipa médica de Gotemburgo usar doadores vivos tem sido bastante criticado. No Reino Unidos, os médicos colocam a hipótese de utilizar os úteros de dadores mortos como ocorreu na Túrquia.

Em 2013, uma turca de 22 anos, que foi a primeira mulher a receber um útero de um dador morto, conseguiu finalmente engravidar. Mas devido a complicações, a mulher acabou por perder o bebé.