Donald Miller Jr., 61 anos, recorreu ao tribunal esta semana para que seja anulada sua certidão de óbito, visto que está vivido. A certidão tinha sido emitida em 1994, após o americano estar desaparecido há mais de oito anos.

Mas, Allan Davis, juiz do condado de Hancock, nos Estados Unidos rejeitou o pedido alegando ter-se ultrapassado o limite máximo de três anos para contestar a decisão.

«Estamos perante uma situação muito estranha. Temos aqui um homem que aparenta estar em boa saúde», explicou o juiz.

Miller reapareceu há oitos anos. Com a anulação da sua morte, o americano esperava poder voltar a ter a carta de condução e reaver o antigo número de segurança social.

Quem também não concorda com a anulação da certidão de óbito é Robin Miller, ex-mulher do desaparecido, justificando não ter o dinheiro suficiente para devolver a Segurança Social. Após a suposta morte do marido, Robin e os dois filhos receberam inúmeras ajudas da instituição.

Miller, 61, admitiu que a perda de emprego e a adicção ao álcool foram as causas principais do seu desaparecimento. Ele viveu na Florida e na Georgia antes de regressar, em 2005, ao estado de Ohio, nos Estados Unidos.