Nove soldados iraquianos morreram neste sábado e 11 ficaram feridos na sequência de um ataque na província iraquiana de Dyala, num dia que ficou marcado por vários atentados que causaram a morte a pelo menos mais 15 pessoas.

A explosão que vitimou nove soldados iraquianos e feriu 11 ocorreu numa estrada na província de Diyala, a nordeste de Bagdad, quando militares iraquianos escoltavam o general Abdulamir al-Zaidi, responsável pelas operações contra os insurgentes naquela província, confirmou o próprio à agência francesa AFP.

O general, que saiu ileso do ataque, explicou que ele e os seus homens foram emboscados durante uma operação militar que levam a cabo na região há vários dias contra a Al-Qaida.

Outros ataques perpetrados durante o dia de hoje vitimaram pelo menos mais 15 pessoas, segundo relataram fontes policiais e médicas, citadas pelas agências noticiosas internacionais.

Seis ataques ocorreram na cidade de Baquba (centro) e nos seus arredores, uma das regiões mais perigosas do Iraque.

Uma mãe e duas filhas foram mortas a tiro em casa nas proximidades daquele cidade, assim como dois irmãos que pertenciam à Sahwa, uma milícia sunita recrutada para combater a Al-Qaida, e uma terceira pessoa não identificada, refere a agência AFP.

Uma explosão em Baquba feriu dois polícias e um civil, segundo a mesma fonte.

Um homem e o seu filho de 11 anos foram mortos numa explosão em Tikrit, no norte do Iraque. Outro civil foi morto em Mouqdadiya, a norte da capital iraquiana, segundo as autoridades.

Já em Mossul, também no norte país, dois seguranças que escoltavam um juiz foram assassinados. Na mesma região um polícia foi igualmente morto.

Na capital Bagdad, uma bomba artesanal fez três mortos.

O Iraque está a assistir ao recrudescimento da violência, com vários atentados, em particular contra as forças da ordem e a comunidade xiita, que se intensificaram desde o início do mês sagrado muçulmano do Ramadão, em 10 de julho.

O Governo iraquiano informou na quinta-feira que em julho a violência causou a morte no país a 989 pessoas, na sua maioria civis, o que o tornou o mês com mais vítimas em cinco anos.