Um banqueiro holandês matou a mulher e a filha antes de se suicidar. Jan Peter Schmittmann, de 57 anos, tinha sido responsável pelas operações domésticas do ABN Amro, que já foi um dos maiores bancos do mundo.

«A mãe e a filha foram mortas pelo pai, que depois se matou», diz um comunicado da polícia citado pela Reuters, revelando ainda que foi encontrada uma carta de suicídio. Schmittmann, disse a sua família também em comunicado, sofria de depressão grave.

O banqueiro foi notícia em 2008, quando o ABN Amro foi nacionalizado, na ressaca da crise financeira, por causa da indemnização a que tinha direito por contrato, 16 milhões de euros. Recebeu metade desse valor, considerado exorbitante pelo Governo holandês.



Schmittmann, que depois de deixar o banco prosseguiu uma carreira na área da consultoria financeira e investimento, é o segundo antigo executivo da ABN Amro a morrer em circunstâncias anormais nos últimos anos, nota a Reuters, recordando que em 2009 o antigo diretor financeiro da instituição foi encontrado morto em Londres, depois de aparentemente se ter suicidado.