O comité internacional da Cruz Vermelha anunciou este sábado que, na sexta-feira, um voluntário do serviço de urgência da Cruz Vermelha palestiniana foi morto em Gaza e três outros ficaram feridos num ataque contra duas ambulâncias em Beit Hanoun.

Cessar-fogo em vigor com 20 mortos poucas horas antes

Jacques de Maio, diretor da delegação da Cruz Vermelha para Israel e os Territórios Ocupados, condenou «firmemente» os ataques contra as ambulâncias e o pessoal médico, sublinhando que as ambulâncias tinham bem visível o emblema da Cruz Vermelha.

«Atacar ambulâncias, hospitais e pessoal médico é uma violação séria do direito da guerra», disse Jacques de Maio, lembrando que todas as partes do conflito têm a obrigação de respeitar e proteger o pessoal médico, as instalações e as ambulâncias, conforme as regras humanitárias internacionais.

Mais 900 palestinianos foram mortos e cerca de 6 mil ficaram feridos, na sua grande maioria civis, na Faixa de Gaza desde o início da ofensiva israelita a 08 de julho, revelaram hoje os serviços de emergência locais.

Durante o mesmo período, 37 soldados israelitas morreram nos combates em Gaza. Dois civis israelitas e um trabalhador agrícola tailandês foram mortos por disparos palestinianos.