O Presidente de Timor-Leste, Taur Matan Ruak, disponibilizou-se esta quarta-feira para trabalhar com o seu homólogo da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, para cooperar e desenvolver os valores «fundadores e identitários» da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A Guiné Equatorial foi admitida esta quarta-feira como Estado-membro da CPLP, segundo fontes da delegação brasileira e portuguesa, mas ainda não foi feito um anúncio oficial à imprensa.

«Manifesto ao senhor Presidente Obiang a minha total disponibilidade para trabalharmos em conjunto e desenvolvermos, a todos os níveis, a cooperação e os valores fundadores e identitários da cultura da CPLP», afirmou o Presidente timorense, durante sua intervenção na abertura do debate «A CPLP e a Globalização».

O chefe de Estado timorense afirmou também que a Guiné Equatorial vai «contribuir para aprofundar as relações desenvolvidas nos últimos anos e conferir novos significados aos laços históricos do povo da Guiné Equatorial com os povos-irmãos da África Ocidental e de Portugal».

Na intervenção, Taur Matan Ruak saudou ainda a «grande coragem e determinação democrática do povo da Guiné-Bissau».

«Os irmãos guineenses manifestaram, uma vez mais, de forma expressiva, a sua vontade soberana, em circunstâncias difíceis que interpelaram e interpelam toda a CPLP», afirmou.

«O diálogo, a tolerância e a serenidade democrática foram as armas que o povo guineense privilegiou em resposta aos desafios. Ao fazê-lo, os guineenses mostraram, verdadeiramente, os valores da CPLP em ação», salientou.

Em relação à língua portuguesa, Taur Matan Ruak afirmou que acolheria de braços abertos a contribuição da CPLP para a «obra magna da consolidação da língua portuguesa, essa ferramenta da identidade, em Timor-Leste».