O congressista luso-americano Devin Nunes, do partido Republicano, disse, na quinta-feira, que o partido usou «manobras legislativas que estavam condenadas ao falhanço» para retirar o financiamento à reforma de saúde implantada pelo Presidente norte-americano, Barack Obama.

«Durante a nossa recente crise de governo, defendi sempre que a estratégia de retirar financiamento ao ObamaCare através da dívida iria ter sucesso na paralisação do governo, mas não queria acabar com esta reforma de saúde», escreveu Devin Nunes no seu site.

A paralisação parcial da Administração Federal norte-americana, devido à falta de um acordo orçamental no Congresso, terminou na quarta-feira quando Barack Obama assinou a lei que permitiu a reabertura dos serviços.

O acordo foi aprovado quarta-feira no Congresso dos Estados Unidos com uma grande maioria tanto no Senado como na Câmara dos Representantes.

A reforma do sistema de saúde, patrocinada pelo Presidente norte-americano e conhecida como «Obamacare», foi o principal ponto de discórdia entre democratas e republicanos durante esta crise.

Devin Nunes disse que «avisou durante anos que a implantação do ObamaCare seria desastrosa», mas que o partido republicano escolheu a estratégia errada para combater o programa.

Nunes lembrou que já apresentou, com alguns colegas, o «Patient's Choice Act», uma iniciativa legislativa que «atinge estes objetivos».

O Presidente dos Estados Unidos afirmou na quinta-feira que a situação atual exige que os dois partidos «trabalhem juntos para que o governo trabalhe melhor e não que se trate [o estado] como um inimigo».

De acordo com as previsões do Gabinete de Orçamento do Congresso, a dívida americana ultrapassará o PIB do país em menos de 25 anos.